Cada
vez mais queremos um país melhor e com menos desigualdade, mas esquecemos de
fazer a nossa parte e olha que não estou falando das eleições e nem da copa do
mundo, o que estou querendo falar é sobre todos os problemas de ordem social e
de relações entre as pessoas. Nos países de primeiro mundo os mais idosos
recebem atenção especial por parte dos governos e muito carinho e cuidados por
parte das famílias, aqui envelhecer é quase certeza de ser desrespeitado, em
nosso país não se respeita a bagagem histórica e cultural dos mais velhos e a
única preocupação que ouvimos falar é com as questões previdenciárias e o
prejuízo que as aposentadorias causam aos cofres públicos. Um país que não
cuida dos seus idosos não valoriza sua própria história.
Outro
fator que me causa preocupação é a falta de educação e de comprometimento com o
próximo, os números da violência e de pessoas que perdem a vida no transito ou
assassinadas no Brasil é muito maior do que em países em guerras, as pessoas
não respeitam as regras e possuem o habito de desafiar a logica e se envolver
em situações cada vez mais extremas e perigosas para a sua própria vida e para
a vida dos que estão próximas, então hoje não é errado afirmar que como nação
somos muito atrasados quando o assunto for senso de responsabilidade.
No
campo da saúde já não bastasse todos os problemas que temos no país surge agora
uma epidemia causada pelo uso de drogas cada vez mais forte e com resultados
devastadores, as pessoas estão perdendo tudo e vivendo como zumbis nas ruas
levadas ao extremo tudo por causa da necessidade de consumir certas drogas, no
feriado do dia do trabalhador fomos passear em Porto Alegre e fiquei muito
chocado com o numero cada vez mais crescente de pessoas morando nas ruas
próximas à rodoviária, no ano passado quando estava estudando à noite na
capital passei por situações que me causaram muito medo, pois a insegurança no
centro da nossa capital fica maior ainda durante a noite.
Fico
muito triste como educador, pois sempre acreditei muito no “ser humano” e na
nossa capacidade de amar ao próximo e de viver em sociedade. Essa semana eu
presenciei um caso em que um morador de rua estava tendo uma convulsão e as
pessoas próximas ficaram indiferente, minha indignação perante aquele fato pode
não ter resolvido o problema, mas serviu para que os que estavam perto de mim
pensassem um pouco mais na situação daquela vida que poderia ser um pai, um
filho, um irmão, era um ser humano e devemos acreditar que todos merecem a
mesma dignidade independente de morarmos na rua ou em um palacete.
“A
politica deve ser um confronto de ideias e não um confronto de pessoas”
Nenhum comentário:
Postar um comentário