Nessa
semana não posso fugir de um assunto que virou noticia no mundo todo envolvendo
o jogador brasileiro Daniel Alves e a atitude tomada por ele em relação à
banana que foi jogada no campo de futebol durante uma partida do campeonato
espanhol, essa atitude racista não me surpreende se formos ver as questões
históricas veremos que o preconceito e a segregação sempre foram marcas
registradas dos “seres superiores Europeus”, ou pelo menos eles pensam assim, o
preconceito na Europa é mais comum do que se pensa principalmente com os
Africanos e com os latinos Americanos tenho relato de vários colegas que foram
estudar lá e não trouxeram boas experiências.
Mas
o que me choca é ver manifestações contra o racismo aqui no Brasil um pais que
possui mais de 50% da sua população formada por negros e os mesmos vivem
amontoados nas favelas das grandes cidades e a única estatística que lideram é
a da violência, o número de negros nas universidades brasileiras não chega a 2%
e desses nem a metade consegue concluir o curso, grande parte da população é
contra as cotas e até picharam nos muros e calçadas da UFRGS que lugar de
negros era nas senzalas e lugar de macacos é na jaula, essa mesma sociedade
esta apoiando a ação do Daniel Alves e esquecem que somos uma ex-colônia
europeia na qual os europeus quando aqui chegaram receberam do governo terras e
dinheiro para começar uma nova vida, enquanto os negros quando houve a abolição
da escravatura foram obrigados a fazer uma escolha, ou trabalhavam por um prato
de comida, ou se amontoavam nos morros terreno acidentado e de difícil acesso e
improprio para cultivo de qualquer cultura que fosse.
Nessa
relação colônia, colonizado, escravo, escravocrata ainda nos resta o papel dos
índios que apesar de estarem aqui quando os Europeus chegaram a ter todas as
suas riquezas levadas para a Europa para enriquecer os europeus, hoje são
chamados de vagabundos, tem seu território demarcado e vivem em conflito com os
agricultores na sua maioria produtores de gado e soja, ou seja, os grandes
latifundiários. A única coisa que me recordo ter havido com um índio e que teve
grande repercussão no Brasil foi o caso do índio Gaudino que foi incendiado por
um grupo de jovens de classe media alta que saiam de uma balada e resolveram se
divertir ateando fogo num mendigo, claro na cabeça deles o pai possui dinheiro
e nada acontece com quem tem poder nesse país e mesmo que fosse um mendigo ele
era um ser humano.
Portanto
não me comove esse modismo de pessoas postando fotos no facebook com bananas e
os dizeres como “somos todos macacos”, pois não sou macaco sou um “Homo Sapiens”,
um “ser humano” e por isso penso e ajo por mim mesmo e espero realmente que
essa comoção das massas sirva para que as pessoas passem a rever seus conceitos
e mudem sua forma olhar os negros, índios, mulheres, homossexuais e pobres.
Espero que essa indignação não acabe de uma hora para outra assim como aconteceu
com os movimentos no ano passado e não resultou em nada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário