sexta-feira, 4 de abril de 2014

Uma pequena analise das manifestações preconceituosas dos últimos dias e uma educação tradicional bancaria

Já estamos no ano de 2014 e muito já avançamos e muito ainda precisamos avançar, essa semana ficou marcada por um fato muito triste no clássico grenal e que vem se tornando muito frequente no RS, e não estou falando da derrota do Grêmio, estou me referindo ao caso de racismo contra o zagueiro Paulão do Internacional. O fato ocorreu em um setor “nobre” do estádio e foi causado por uma pessoa que podemos deduzir que possua instrução e boa condição financeira, isso nos traz a tona um problema que não está sendo discutido e tão pouco trabalhado nas escolas e muito menos nos meios de comunicação.
Essas atitudes preconceituosas não apenas raciais, mas também em relação a gênero ou mesmo social nos mostra o quão longe estamos de uma sociedade justa e igualitária e na qual impere de fato a democracia. Paulo Freire ao falar sobre a democracia nos traz que “Quão longe dela nos achamos quando vivemos a impunidade dos que matam meninos nas ruas, dos que assassinam camponeses que lutam por seus direitos, dos que discriminam os negros, dos que inferiorizam as mulheres” (1996, p. 36).
Porem cabe a nós o “povo” pensar qual nosso papel na sociedade e qual é o nosso verdadeiro valor, é um valor humano ou capital, me chama a atenção ver que escolas e faculdades que são mantidas pelas igrejas são na maioria das vezes instrumento de manutenção das coisas como estão e inatingíveis para a camada mais popular da sociedade, será que de fato estas igrejas seguem o exemplo de Jesus Cristo? “Sempre recusei o fatalismo. Prefiro a rebeldia que me confirma como gente e que jamais deixou de provar que o ser humano é maior do que os mecanismos que o minimizam”. Freire, (1996, p.115) Por acreditar nisso jamais desistirei de buscar através da educação uma sociedade mais justa e igualitária, pois “ninguém é sujeito da autonomia de ninguém” e precisamos ter consciência de que não da mais para aceitar a educação como instrumento de dominação e de manutenção das coisas como estão preocupada apenas com a formação para o mercado de trabalho, não eram de escola publica e nem da periferia os jovens que atearam fogo no índio Gaudino em Brasília, nem os que mataram a pauladas o morador de Rua em São Paulo. Acredito que o papel da educação deve ser de formar sujeitos autônomos e responsáveis capaz de agir e transformar o meio em que vivem sem explorar nem causar danos ao próximo nem ao planeta. Isso é difícil, mas não impossível vamos nós mesmos ser a mudança que esperamos no nosso planeta. “UM MUNDO MELHOR É POSSÍVEL”

  


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