Já estamos no ano de 2014 e muito
já avançamos e muito ainda precisamos avançar, essa semana ficou marcada por um
fato muito triste no clássico grenal e que vem se tornando muito frequente no
RS, e não estou falando da derrota do Grêmio, estou me referindo ao caso de
racismo contra o zagueiro Paulão do Internacional. O fato ocorreu em um setor
“nobre” do estádio e foi causado por uma pessoa que podemos deduzir que possua
instrução e boa condição financeira, isso nos traz a tona um problema que não está
sendo discutido e tão pouco trabalhado nas escolas e muito menos nos meios de
comunicação.
Essas atitudes preconceituosas
não apenas raciais, mas também em relação a gênero ou mesmo social nos mostra o
quão longe estamos de uma sociedade justa e igualitária e na qual impere de
fato a democracia. Paulo Freire ao falar sobre a democracia nos traz que “Quão
longe dela nos achamos quando vivemos a impunidade dos que matam meninos nas
ruas, dos que assassinam camponeses que lutam por seus direitos, dos que
discriminam os negros, dos que inferiorizam as mulheres” (1996, p. 36).
Porem cabe a nós o “povo” pensar
qual nosso papel na sociedade e qual é o nosso verdadeiro valor, é um valor
humano ou capital, me chama a atenção ver que escolas e faculdades que são
mantidas pelas igrejas são na maioria das vezes instrumento de manutenção das
coisas como estão e inatingíveis para a camada mais popular da sociedade, será
que de fato estas igrejas seguem o exemplo de Jesus Cristo? “Sempre recusei o
fatalismo. Prefiro a rebeldia que me confirma como gente e que jamais deixou de
provar que o ser humano é maior do que os mecanismos que o minimizam”. Freire,
(1996, p.115) Por acreditar nisso jamais desistirei de buscar através da
educação uma sociedade mais justa e igualitária, pois “ninguém é sujeito da
autonomia de ninguém” e precisamos ter consciência de que não da mais para
aceitar a educação como instrumento de dominação e de manutenção das coisas
como estão preocupada apenas com a formação para o mercado de trabalho, não
eram de escola publica e nem da periferia os jovens que atearam fogo no índio
Gaudino em Brasília, nem os que mataram a pauladas o morador de Rua em São
Paulo. Acredito que o papel da educação deve ser de formar sujeitos autônomos e
responsáveis capaz de agir e transformar o meio em que vivem sem explorar nem
causar danos ao próximo nem ao planeta. Isso é difícil, mas não impossível
vamos nós mesmos ser a mudança que esperamos no nosso planeta. “UM MUNDO MELHOR
É POSSÍVEL”
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